Pouco tempo atrás, quando ainda votávamos com uma caneta, escrevendo numa cédula de papel barato o número de nosso candidato preferido numa eleição, cujos votos depois eram contados um a um, à unha pelas vítimas do trabalho eleitoral escravo.Tudo era muito demorado , trabalhoso Víamos à cada apuração suspeitas aqui, recontagens ali, cancelamentos acolá…Fiscais dos partidos e dos TREs de olho em cada urna aberta, em cada voto desdobrado.Aparecia de tudo, todo tipo de fraude era investigado.Era sempre de se esperar um barulho por conta das apurações desses votos. Eram tempos difíceis de se cometer fraudes em eleições, dava muito trabalho, era muito inseguro cometer a fraude sem ser descoberto.Mas mesmo assim elas estavam lá…
Hoje não se questiona muito as urnas, não se tem urna para abrir na verdade, votos a serem desdobrados.Fiscal vai fiscalizar o que?Tudo é feito muito rápido, tão rápido que , mal temos tempo de conversar com amigos sobre nossos votos e os porquês deles e, já estão dando um resultado do que “fizemos” nas- urnas-já temos um eleito!!
Pois é, já temos mais um eleito num país campeão de corrupção, campeoníssimo do tal “jeitinho”, mas que, depois do advento das urnas eletrônicas, tornaram-se muito honestos na hora de respeitar a instituição democrática do voto.De repente não se tenta fraudar mais eleições no Brasil.Muito embora, hoje a fraude seja muito mais fácil, sem pistas visíveis , muito mais prováveis de se fazer acontecer, pode estar na urna ou na máquina que irá ler os diquetes das urnas e o “transpote” desses “votos” desde a mais distante cidade até a central do TSE..Muito mais simples e seguro é hoje fraudar eleições.
“ Votar na urna eletrônica brasileira é mais menos como jogar palitinho por telefone.”Paulo Mora de Freitas, FisChefe de Informática do Laboratório Leprince-Ringuet
da Ecole Polytechnique, França
